segunda-feira, 6 de abril de 2009




Uma missão eu ganhei como presente
Honrar e cumprir esse desafio eu devo
Na verdade, esse é meu desejo... e o desejo daqueles que de medo eu temi, por não reconhecê-los
Sendo que eles estavam comigo o tempo todo...
Pela tolice e insistência em continuar ali, admirando um abismo que eu deveria ter saltado há muito tempo, não os reconheci...
Mas hoje eu sei que aquele brilho lá embaixo no fim do abismo,
Era na verdade um sinal daqueles que sempre esperaram por mim, e lá estão todos eles, desejando de novo ao meu lado estar...

Eu também já brilhei daquela forma...

O medo que senti foi o mesmo de quando eu nasci, porém eu não posso mais atrasar esse encontro,
Porque o fim de uma jornada de angústias se aproximava...
Então eu saltei, e enquanto caía pude ver ameaçadoras pedras pontiagudas, daquelas que quando ferem, machucam até a alma...
Mudei o olhar de direção, de forma a focar somente aquela luz que foi ficando cada vez mais forte e
Que estava acompanhada de uma voz que eu já havia ouvido em outros tempos...
Sim, cada vez mais eu desejava chegar ao fim ...
E na verdade, não era somente eu que estava indo a sua direção,
Notei que após ter saltado, o brilho também desejava vir ao meu encontro...

Ouvia suas vozes, mas por ainda estar muito distante, não conseguia compreender o que queriam me dizer...

Por um segundo fechei os olhos, e senti um forte impacto
Mas não senti nenhuma dor...
Será o fim do abismo?
E com os olhos fechados continuei...
Agora eu sentia que não estava caindo mais, e fiquei parado em algum lugar que jamais verei,
Por não ter aberto os olhos enquanto ali estava...

Sinto que estou retornando lá para cima...

Abri os olhos, e enquanto subia eu pude ver novamente cada uma das pedras que compunham o abismo...
Todas elas, sempre pontiagudas e ameaçadoras, daquelas que quando ferem, machucariam até a minha alma...
Mas agora elas não me representavam nenhum perigo...
Porque por todas elas eu passei enquanto subia em direção ao início do abismo, sem que mal algum elas me fizessem ...
E ao abrir os olhos, também pude contemplar a beleza daqueles que emanavam aquele brilho...
Majestosa beleza, jamais vista...
E enquanto passamos pela beira do abismo, senti um abraço que desejava envolver meu coração, e unhas que rasgavam minha pele...
Porém, não senti nenhuma dor...
Senti somente prazer em ouvir aquelas vozes que outrora abandonei...
Prazer em sentir aquele abraço...
E prazer em sentir que das feridas feitas por aquelas unhas que rasgaram minha pele, brotaram belíssimas asas...
Tão belas como a face daqueles que emanavam o intenso brilho que eu enxergava enquanto eu caia até o fim do abismo...
E tão belas quanto o brilho que pode se enxergar
Se hoje tentarem tocar meu coração...

Sinto o calor de chamas que queimarão até o infinito...

E quando eu direcionei meu olhar para aqueles que juntos brilhamos mais que o sol ,
Reconheci aqueles sorrisos...
E no meu peito há um coração batendo tão forte que parece querer explodir...

Aceitei o presente que me foi dado... assim como o desafio que foi cumprido e honrado...
E finalmente pude compreender o que suas vozes queriam me dizer...

Voe conosco...








"A fênix ou fénix (em grego ϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega e egípcia que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fénix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fénix queimava-se numa pira funerária. A fénix, após erguer-se das cinzas, levava os restos do seu pai ao altar do deus Sol na cidade egípcia de Heliópolis (Cidade do Sol). A vida longa da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

Os gregos provavelmente copiaram dos egípcios a idéia da fénix. Esses últimos adoravam "benu", uma ave sagrada semelhante à cegonha. O "benu", assim como a fénix, estava ligada aos rituais de adoração do Sol em Heliópolis. As duas aves somente representavam o Sol, que morre em chamas toda tarde e emerge a cada manhã.

Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que esta ave vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97.200 anos.

Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípicia de Heliópolis , onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O devasso imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.

Atualmente os estudiosos crêem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.

Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C.. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fénix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada."

Citações

"Existe outro pássaro sagrado, também, cujo nome é fénix. Eu mesmo nunca o vi, apenas figuras dele. O pássaro raramente vem ao Egito, uma vez a cada cinco séculos, como diz o povo de Heliópolis. É dito que a fénix vem quando seu pai morre. Se o retrato mostra verdadeiramente seu tamanho e aparência, sua plumagem é em parte dourado e em parte vermelho. É parecido com uma águia em sua forma e tamanho. O que dizem que este pássaro é capaz de fazer é incrível para mim. Voa da Árabia para o templo de Hélio (o Sol), dizem, ele encerra seu pai em um ovo de mirra e enterra-o no templo de Hélio. Isto é como dizem: primeiramente molda um ovo de mirra tão pesado quanto pode carregar, então abre cavidades no ovo e coloca os restos de seu pai nele, selando o ovo. E dizem, ele encerra o ovo no templo do Sol no Egito. Isto é o que se diz que este pássaro faz." - Heródoto

"E a fénix, ele disse, é o pássaro que visita o Egito a cada cinco séculos, mas no resto do tempo ela voa até a Índia; e lá podem ser visto os raios de luz solar que brilham como ouro, em tamanho e aparência assemelha-se a uma águia; e senta-se em um ninho; que é feito por ele nas primaveras do Nilo. A história do Aigyptos sobre ele é testificada pelos indianos também, mas os últimos adicionam um toque a história, que a fénix enquanto é consumida pelo fogo em seu ninho canta canções de funeral para si" - Apolônio de Tiana

"Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas descendem de seus primeiros, de outros de seu tipo. Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo - a Fénix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes mas de óleos de bálsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra dourados e pedaços de canela, estabelecida lá, inflama-se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida. Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fénix, como se diz, para viver os mesmos longos anos. Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho - o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai - como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol (Heliópolis, no Egito), e perante as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o" - Ovidio

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