
Se dizer a verdade fosse a garantia do direito de chamá-la por seu nome, lhe pedir licença por ir a um lugar onde ainda não fui, e ainda aproveitar da chance de furtar aquilo que você não mais deseja, ou aquilo que nós não sabemos o que é na verdade e que juntos poderíamos descobrir o que fazer com tudo isso...
Eu jamais teria lhe ocultado por tanto tempo tais versos...
Sim, furtar-lhe...
Este seria o meu plano...
A distração foi sua, criança...
Em mim você confiou...
E essa é minha arte, minha profissão...
Seria melhor se você esquecesse as portas abertas...
Facilitaria muito o trabalho desse pobre ladrão...
O que eu faria então, após ter cometido tal delito...
A resposta é simples...
Eu lhe ajudaria a rasgar tudo em pequenos pedaços como se fossem papel e a transformá-los em pequenos confetes, daqueles que um dia jogaríamos para o alto em um baile de carnaval...
Ou ignoraria tudo por completo, trancafiados para sempre naquele baú velho e enferrujado que guardo a anos dentro do meu peito...
Com certeza, o lugar mais seguro que conheço...
Apesar de não ser nobre o meu ofício, sou muito justo, minha criança...
A chave desse baú eu lhe entregaria...
E das opções dadas, que você escolha qual a melhor delas...
Criança... perdoai este pobre ladrão...

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