terça-feira, 14 de abril de 2009



O que pode lhe trazer minha voz...

O que quer ouvir de mim então?

Minhas verdades... Nada mais justo...

Então lhe direi tudo aquilo que sempre guardei comigo...

Paciência, criança...

É apenas isso que lhe peço...

E não se preocupe... Não me tornei amigo do tempo.

Jamais agirei como ele...

Não...

Os presentes do tempo são apenas a tristeza, a insegurança e a dúvida...

Paciência, criança...

Apenas estou procurando uma forma de lhe falar

Sobre tudo que guardei por todos esses anos

De maneira que não lhe assuste e nem lhe cause feridas...

Sim, isso pode machucar...

Muitos se feriram...

Muitos se foram...

Mas um dia sim, lhe direi tudo...

Tudo aquilo que vi, ouvi e senti...

Tudo aquilo que me ensinou a vida, e o pouco que conhecemos sobre a morte...

O que sei sobre a tristeza, e o que muito preciso aprender com a alegria...

E o que suspirou em meus ouvidos o oráculo

Aquele que hoje manuseei a beira daquele mesmo abismo...

Se for o que deseja saber, minha criança,

Por que não devo lhe contar?

Aprender a voar... Foi muito mais fácil...





0 comentários: